17.5.06

Putz



Nossa, que novela:

Há um tempo já eu comecei um trabalho recolhendo fotos aleatórias da internet para serem desenhadas em algum momento.
Essa abaixo foi recolhida de algum fotoblorg ou orgut ou algum desses locais que as pessoas gostam de se exibir e foi retrabalhada para ser usada no festival de cinema universitário "Putz".



E graças a uma divulgação monstro que ocorreu nessa terceira edição, a garota da foto (que eu nunca poderia imaginar), uma universitária do RJ, chegou a ver a imagem e não gostou muito.

Eu e o pessoal do Putz tentamos, sem sucesso, explicar. Mas ela exigiu que a imagem fosse tirada do ar. Eu discordei completamente da atitude mas preferi apoiar o pessoal do Putz, pois achei que não teria porque serem mais prejudicados ainda por causa de uma vontadezinha cheia de braços. Eu argumentei o fato da diferença que existe entre uma FOTO e um DESENHO. Acho que a filosofia do "uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa" ainda é válida nesses casos. E algo que era pra ser divertido, quando a pessoa descobrisse e se espantasse, e (imaginei) ficasse lisonjeada, virou uma encheção de saco do cacete.

Porém a imagem já tinha cumprido sua função de pré divulgação e inclusive a imagem do cartaz da divulgação oficial é esse aqui:



Mas agora eu pergunto, que direitos autorais tem uma foto colocada na internet? E mesmo assim, será que uma imagem retrabalhada ainda assim se refere à original? Eu acredito que não. Acredito que se deva tomar cuidado com a arte. Por que ela pode qualquer coisa. Bem, posso dizer que meu objetivo foi cumprido e eu consegui causar algum furor. Mas por que parar por aí. Minha proposta é a seguinte, aos que visitam esse blog, produzam imagens, ou o que for com essa foto e eu publico aqui no blog? que tal?? desafiados estão.

abraços.

12 comentários:

mauricio disse...

hahahahahaha, podexa , que vai te volta.
abraço piá.

Élida Oliveira disse...

O trabalho em cima da foto ficou muito bonito, mais até que a original. Mas como fotógrafa que divulgo meu trabalho na internet, não posso dizer que apóio a sua atitude - ainda que apóie a sua produção. Ela poderia ter sido avisada previamente, imagino que não se negaria a ceder a imagem de base para você desenvolver a sua arte... assunto para muita polêmica.

dwski disse...

eu concordo, Élida, no caso se a foto tivesse cunho artístico, poderia ainda assim ser uma apropriação (como Duchamp na Monalisa), mas também não é uma prática que tenho. E seria até chato por exemplo, fazer isso com uma foto sua, que se não gerasse a comparação natural com a imagem anterior, seria realmente uma espécie de furto de idéia.
mas não foi o caso, na minha opinião, concorda?

guga disse...

ficou massa o desenho!!!!!

Zeh disse...

Essa garota vai acabar ficando famosa com isso... Deve ser isso que ela quer mesmo!!!
Abraço.

cimples jr disse...

Concordo que as pessoas sempre querem aparecer, independente da forma, sempre querem ganhar com algo, mesmo que esse algo seja uma "merda" -coco mesmo- pois sempre acham que tem uma imagem a zelar, que é dona da sua imagem, que é algo intocavel e seus egos saem pela culatra e mata a si proprio. agora reveendicar um releitura, ai não dá! Os seres humanos não são nada humanos, quem disse que humano é um ser racional, é um demente, pois quando se trata do seu ego, tira a liberdade do outro.

*Ela é reacionária!

eliza disse...

vixe, que chata!

Liv - a menina da foto disse...

Como a Élida disse, eu só gostaria de ter sido avisada antes que usassem minha foto. Meu único pedido foi para o pessoal do site retirar minhas imagens do ar, tenho toda a troca de e-mails para confirmar. Mas cada um dá a sua versão dos fatos, a minha irritou o DW e já foi civilizadamente apagada.

Reitero que a "intervenção" da foto não é arte, é um trabalho de ilustração, design, o que seja, com fins comerciais e a arte não se baseia nesses preceitos.

Se eu quisesse ficar famosa, teria liberado a foto e escancarado ao mundo mesmo ela tendo sido usada sem o meu consentimento. O que pra mim é o grande erro nessa história toda.

Tudo o que eu quis, desde o começo, foi ser respeitada.

rrose disse...

direito autoral nao é o mesmo que direito de imagem. Toda pessoa que tem sua imagem veiculada em material (impresso, audiovisual) não noticioso deve assinar um contrato onde permite o uso de sua imagem. No caso da Livia isso não aconteceu, e você como autor do trabalho pode sim responder por uso indevido de imagem e agora por calúnia e difamação pelo concurso que promove em seu espaço pessoal.

Há de se ter muito cuidado, pois apesar de estarmos dentro de um ambiente quase anárquico da internet, você está condicionado a respeitar as leis vigentes no país.

o valor estético do seu trabalho não está sendo avaliado. Esta é outra discussão, vamos nos ater ao que importa agora, a menina está somente defendendo a sua privacidade.

Apropriação é o que warhol fez, e fez muito bem, com uma pessoa pública que pôde também recorrer judicialmente, é bom lembrar que no caso da mona lisa os direitos autorais já tinham expirado há centenas de anos.

Fora a disparidade entre seu trabalho de ilustração e marcel duchamp, o que realmente está fora de questão é: você foi pego com as calças na mão e não soube administrar essa situação. Em outras palavras, você estava errado e, apesar disso, preferiu atacar publicamente livia, os desdobramentos do pedido formal que livia fez para o fim do uso da imagem dela não é de responsabilidade dela, e sim de seus contratantes (o festival) com o prestador de serviços (você), trocando em miúdos, você tenta procurar uma culpa que não existe em livia, ela só pediu para ter sua imagem desligada do evento. Pedido esse que prova que fama nao é bem o objetivo da menina.

cimples jr disse...

Agora o fato é público, é legal saber como alguns individuos pensa, como alguns individuos quer ser maior aque ele mesmo...Assim todos aprendemos!

Guilherme disse...

A do diego ficou muito boa!

Guilherme disse...

Mas a Elisa, e a Rrose têm razão.








OLÁ! Meu nome é DW RIBATSKI.

PARABÉNS SR. ARTISTA PROFISSIONAL!

Meu trabalho é um enfrentamento dos arquétipos que transcendem o limite da existência multisensorial como projeção do imaginário dentro da realidade espaço/temporal através da fragmentação do não-ser do não-lugar e do não-qualquercoisa que cria terminologias para que a essencialidade primitiva da metáfora alcance o objeto por interação seja ela manifestação sensória heterogêna ou rizomática. Para tanto a (re)criação do objeto como obsoleto supõe através da reflexão e possivel mediação processual a aproximação da produção de um conceito de trabalho que estimule de forma financeira a produção. Toda perfomance que contempla o horizonte objetivo do ser através de múltiplas poéticas randômicas de dicotomia é analisada pelo sensível êfemero que através do urbano contemporâneo sintetiza signos dentro do cotidiano das relações e analogia a paradigmas ainda que se sustente por princípios que sintetizam sua própria subjetividade inerente. Ao passo contempla-se relações cacofônicas de multisentidos em obstrução à algum tipo de ruído imersivo dentro da idéia de Chade Picaminha e Piazón Deboesta.


‎"(...) Eu só pensei que deveria estar fazendo música. Parecia pra mim que esse era o próximo passo depois da POP ART, entrar diretamente numa forma popular de cultura ao invés de comentá-la."
KIM GORDON