16.12.09

CADERNINHOS


No tempo livre, ou enquanto converso outras dimensões tomam forma na minha mão.


As pessoas em geral tem uma espécie de obsessão pela figura humana. Uma necessidade humana antiga de se enxergar nas coisas talvez? Tão óbvia quanto homens gostarem de bunda e mulheres de poder... A gente inventou a palavra "amor", mas sejamos realistas, essa era que vivemos tem nos mostrado os verdadeiros propósitos humanos. O melhor que podemos esperar é amor num sentido mais amplo, tem a ver com a ligação elétrica de todas as coisas, talvez... Um casamento que já existe antes da nossa percepção, veja só...




Eu desenho há tanto que depois de um tempo cansei de desenhar pessoas, alguma coisa um pouco mais indefinível me interessa... Não sei explicar porque talvez não dê... Às vezes comparo a sensação a própria intuição: o jeito oriental (antigo) de apreciar as coisas: estando, não esperando chegar, e até, acredite ou não, à idéia inicial de "Deus"como um mistério, algo que não pode ser explicado e nem compreendido: lembrei agora do Kant também, que diz que por culpa da nossa inevitável percepção nunca teremos acesso ao universo em si (nem nenhum outro ser também) ou seja, nossos meios pra compreender são o que exatamente tornam as coisas incompreensíveis: e o que há afinal para compreender?: Tem a ver também a um jeito feminino de flutuar por entre as coisas, algo realmente natural, menos construído. Nessa hora talvez seja melhor pegar uma balada e não pensar tanto nessas coisas né? É mais fácil dar pizza de microondas e cocaloka no café da manhã para as crianças né? É mais fácil julgar as coisas a partir da gramática né? É mais fácil fazer uma tatuagem igual a várias que você vê na naite né?

(...)


Será que se eu fizesse esse mesmo tipo de desenho, mas no fim formasse "serezinhos" mais gente acharia interessante? Por enquanto não é proposta. Eu não controlo essas coisas que me vem. Elas que me controlam. E sua linguagem parece estar além de algo que eu consiga dar vazão. Mesmo assim eu as amo. Amar é necessário. Talvez amar tenha mais algo a ver com essa amplitude do que com algum tipo de definição.

Feliz Páscoa!
Abraços aos antigos e novos amigos!
Nos vemos em 2010.

:: Diamond Sea (Sonic Youth)


4 comentários:

dansesurlamerde disse...

eu gosto desses não-serezinhos.

André Ramiro disse...

eu também gosto dos não-serezinhos, e gosto de saber a cada dia que cada dia é mais um dia de cada...abssss

Katia Abreu disse...

também gosto deles, assim: amplos e abertos a compreensão de cada um.

"Talvez amar tenha mais algo a ver com essa amplitude do que com algum tipo de definição."

nas minhas reflexões sobre o amor, tenho ido por essa linha tb... =)

wendy disse...

Eu gosto de você, "não-serzinho".








OLÁ! Meu nome é DW RIBATSKI.

PARABÉNS SR. ARTISTA PROFISSIONAL!

Meu trabalho é um enfrentamento dos arquétipos que transcendem o limite da existência multisensorial como projeção do imaginário dentro da realidade espaço/temporal através da fragmentação do não-ser do não-lugar e do não-qualquercoisa que cria terminologias para que a essencialidade primitiva da metáfora alcance o objeto por interação seja ela manifestação sensória heterogêna ou rizomática. Para tanto a (re)criação do objeto como obsoleto supõe através da reflexão e possivel mediação processual a aproximação da produção de um conceito de trabalho que estimule de forma financeira a produção. Toda perfomance que contempla o horizonte objetivo do ser através de múltiplas poéticas randômicas de dicotomia é analisada pelo sensível êfemero que através do urbano contemporâneo sintetiza signos dentro do cotidiano das relações e analogia a paradigmas ainda que se sustente por princípios que sintetizam sua própria subjetividade inerente. Ao passo contempla-se relações cacofônicas de multisentidos em obstrução à algum tipo de ruído imersivo dentro da idéia de Chade Picaminha e Piazón Deboesta.


‎"(...) Eu só pensei que deveria estar fazendo música. Parecia pra mim que esse era o próximo passo depois da POP ART, entrar diretamente numa forma popular de cultura ao invés de comentá-la."
KIM GORDON