24.11.11

VIRADA CULTURAL em CURITIBA






Pintei uma porta que foi a leilão para a FAS num evento organizado pela MUCHA TINTA em que participaram outros 24 artistas, começando em horários diversos. Eu comecei 4h da manhã do dia 5/11 e terminei no dia seguinte às 4 da tarde. (12 horas bitcho! uff) Caprichei dando duas mãos em cada cor, mas não teria conseguido sem ajuda de May Hintz, que foi parceirona e me ajudou a pintar. O desenho e cores foram improvisados. Uma das coisas mais legais é ver o efeito de um evento de arte público nos dias de hoje. Gente "comum" passando, indo pro trampo de manhãzíssima, se envolvendo num processo de arte, tirando fotos, etc. Muito legal.

Meu amigão e mestre José Aguiar e o pequeno Heitor.

Tenho trabalhado essa linha de desenho/pintura abstrata e acho que quando encontro significado ele tem o mesmo valor que o de qualquer outra pessoa, neste caso tive o seguinte insight: acho que parece um retrato de um rasgo no mundo das idéias (pense em Platão e física quântica, etc), em cima temos as idéias começando a tomar forma de "coisas" e abaixo a energia pura. Isso tem a ver também com o pensamento de que não conseguimos prever, apesar da proximidade que a ficção chega, exatamente como será o futuro.


teianoticias.com

A idéia era pintar a frente e o fundo. Idéias que se completassem. No meu resolvi pregar a roupa que usei pra pintar. Uma mistura de crucificação e amostragem das cores que usei do outro lado. Um lado fácil de fazer mas que, através do objeto, demonstra o trabalho do outro lado. Daria uma bela fábula, não? "Haviam dois irmãos que faziam trabalhos de arte, foram convidados a pintar, cada um, um lado de uma porta. O primeiro começou a pintar enquanto o outro somente observava. Ele pintou durante 12 horas e não conseguia entender como seu irmão pretendia fazer o seu trabalho sendo que ainda nem havia começado: não havia feito marcas na porta, misturado tinta, nada. E então quando terminou resolveu questioná-lo: "Como fará esse trabalho, já estou demorei doze horas para fazer o meu e não há mais tempo?". Eis que seu irmão respondeu: "Dê-me aqui sua roupa manchada de tinta e suor." E pregou a roupa do seu lado da porta."

curitibaneando.wordpress


Um comentário:

Celina Ribatski disse...

Lindo trabalho DW, parabéns. Sucesso!!!








OLÁ! Meu nome é DW RIBATSKI.

PARABÉNS SR. ARTISTA PROFISSIONAL!

Meu trabalho é um enfrentamento dos arquétipos que transcendem o limite da existência multisensorial como projeção do imaginário dentro da realidade espaço/temporal através da fragmentação do não-ser do não-lugar e do não-qualquercoisa que cria terminologias para que a essencialidade primitiva da metáfora alcance o objeto por interação seja ela manifestação sensória heterogêna ou rizomática. Para tanto a (re)criação do objeto como obsoleto supõe através da reflexão e possivel mediação processual a aproximação da produção de um conceito de trabalho que estimule de forma financeira a produção. Toda perfomance que contempla o horizonte objetivo do ser através de múltiplas poéticas randômicas de dicotomia é analisada pelo sensível êfemero que através do urbano contemporâneo sintetiza signos dentro do cotidiano das relações e analogia a paradigmas ainda que se sustente por princípios que sintetizam sua própria subjetividade inerente. Ao passo contempla-se relações cacofônicas de multisentidos em obstrução à algum tipo de ruído imersivo dentro da idéia de Chade Picaminha e Piazón Deboesta.


‎"(...) Eu só pensei que deveria estar fazendo música. Parecia pra mim que esse era o próximo passo depois da POP ART, entrar diretamente numa forma popular de cultura ao invés de comentá-la."
KIM GORDON